Transparencia é uma virtude que não tenho.
Não sou nada que reflete
Nada que remete, nada que remeto
Vou sair, você fica
Promete?
Não sou nada que aparece
Nada que merece, nada que ocorre
Penso e corre
Parece?
Não sou nada que não preciso ser
Nem restante nem torpor
Tão profissional como amador
Amante? Pobre? Imperador!
Crise? Nobre? Sofredor!
Prata? Cobre? Sonhador
Dor, dor e dor.
Sobraram palavras
E passos ao corredor
Tanto faz escada, tanto faz elevador
Sobra ar, sobra suspiro
Silêncio, um tiro, um perigo
Grito ao coração
(tun tun… tun tun… tun tun…)
Sinto.

ai ai, sentimentos!
uf’!
“Silêncio, um tiro, um perigo
Grito ao coração
(tun tun… tun tun… tun tun…)
Sinto.”
fechamento com chave de ouro!
; )
Culpa tua.
Que eu voltei a escrever.